sexta-feira, 12 de junho de 2015

Nunca te desejei...

Nunca te desejei
Até te ter tido
E quando no teu corpo toquei
Sempre o tinha conhecido...

Deslizei minhas mãos
Pelo suave do teu ser
Ardente,
Carente,
Pelo meu toque de prazer...

Tentei ignorar
O teu jogo de sedução,
Mas foste eficaz
E sem ser capaz
De te dizer que não,
Tiraste-me a roupa
Com uma vontade louca
De me poder beijar
E a fogo marcar
O teu desejo...

Arranco-te cada peça
Com fogo no olhar
Aproveitando cada pedaço
Para te provocar....
Vou-te sentindo enlouquecer
Querendo mais atenção
Algemo-te e amordaço
Ficas doida com a submissão.

Entrego-me ao teu corpo
Como um lobo sem comer
Desfaço-te o desejo
Com a força dum beijo
Em cada curva do teu ser
Molhado, pela acção,
Ardente de tensão
Pronta a explodir...

Unem-se corpos,
Soltam-se gemidos
Ao longe, ouvidos
Por um outro qualquer
Que não tem o prazer
De te estar a possuir
E assim usufruir
Do teu corpo escaldante
Como tua fantasia, teu amante
Sempre pronto a te servir
Sempre desejoso de ouvir
O teu gemido dilacerante!

terça-feira, 9 de junho de 2015

Corpos Famintos...

Sinto tua mão distante
A passar pelo meu corpo
Ardente,
Carente,
Por um toque ousado
Por um beijo dissimulado
Entre o desejo e a loucura
Entre a paixão e a aventura
De te ter por este noite...

Avanço com receio
De querer algo a mais
Mas vejo com surpresa
Que a tua natureza
É rebelde demais
E entregas-te ao desconhecido
Outrora amigo
Para uma experiência diferente
De corpo e da mente
Onde a cada segundo
Um desejo mais profundo
De unir nossos corpos
Vai aumentando...

Vejo-te nua
E desejo-te abraçar
Beijar, tocar
Trincar cada bocado
Desse teu corpo de pecado
Que me faz ficar com tesão
E um espírito animal
De te prender com uma mão
Enquanto te faço "mal"...

Percorrer o teu corpo
Com gula e malícia
E a cada zona sensível
Servir-me com uma caricia
E deixar-te desconfortável
Sem saberes para onde fugir
Até caíres em meus braços
E entre fortes abraços
Nossos corpos se moldarem
Devorando em pedaços
O desejo nascido
Num recanto desconhecido
Das nossas mentes famintas...

Noite diferente!

Sinto-te presente
Embora distante
Imagino-te na mente
Como o meu ser errante...

Percorro teu corpo
Com a fome do desejo,
Apago o teu fogo
Com o toque de um beijo.

Sinto-te a tremer
Teu desejo a aumentar
E deixas-me louco
Por, dando-me tão pouco,
Eu não me conseguir controlar...

Deixo-te encurralada
Sem hipótese de fugir
E ponho-te a pedir
Que te explore de uma vez
Que não te deixe naquele estado,
De um desejo incontrolável
Constantemente molhado...

Puxas-me para ti
Para te penetrar sem contemplação
Aumentando os gemidos
A cada união...

Entregamo-nos ao prazer
Sem pensar em mais nada
Acabamos, repetimos
Até ser de madrugada...

Fica no pensamento
Que foi algo diferente
Mas que queríamos ter sido real
E não vivido só na mente.