Vagueio pela minha mente
Lembro-me da tarde em que o chá
Foi uma desculpa nada inocente.
Fui a tua casa a pedido
Que não podia recusar
E ao entrar fui surpreendido
Pelo desejo do teu olhar.
Teu beijo ardente
Espalha brasas no meu ser
Tua roupa transparente
Gritava: Quero ter prazer!
Sigo atrás de ti
Não consigo desviar o olhar
O corpo que agora conheci
Há muito andava a sonhar.
Encostas-me ao balcão
Sem indicação ou aviso
Libertas a minha imaginação
Com o teu simples sorriso.
Suavemente, vais sussurrando
Promessas, que juras executar
Minhas roupas vais rasgando
Até nenhuma no meu corpo restar.
Danças de forma sensual
Seguindo o ritmo que nos enlouquece
Despertas o meu desejo carnal
Que nunca mais se esquece.
Meu corpo sedento
Procura o teu, desnudado
Troca-se caricias, sentimento
Em cada momento não programado.
Teu corpo tem fome
E alimenta-se de mim
Mas o desejo não se consome
Parece não ter fim.
Em ritmo acelerado
Nossos corpos entram em fusão
Forte, descompensado
Segue a batida do coração.
Nossos corpos suados
Trocam momentos de prazer
Já sem forças, cansados
Começam a arrefecer.
Essa tarde não foi esquecida
Apesar da minha longa idade
Foi uma experiência vivida
Guardada para a eternidade.
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