quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Aquela tarde!

Cansado, deito-me no sofá
Vagueio pela minha mente
Lembro-me da tarde em que o chá
Foi uma desculpa nada inocente.

Fui a tua casa a pedido
Que não podia recusar
E ao entrar fui surpreendido
Pelo desejo do teu olhar.

Teu beijo ardente
Espalha brasas no meu ser
Tua roupa transparente
Gritava: Quero ter prazer!

Sigo atrás de ti
Não consigo desviar o olhar
O corpo que agora conheci
Há muito andava a sonhar.

Encostas-me ao balcão
Sem indicação ou aviso
Libertas a minha imaginação
Com o teu simples sorriso.

Suavemente, vais sussurrando
Promessas, que juras executar
Minhas roupas vais rasgando
Até nenhuma no meu corpo restar.

Danças de forma sensual
Seguindo o ritmo que nos enlouquece
Despertas o meu desejo carnal
Que nunca mais se esquece.

Meu corpo sedento
Procura o teu, desnudado
Troca-se caricias, sentimento
Em cada momento não programado.

Teu corpo tem fome
E alimenta-se de mim
Mas o desejo não se consome
Parece não ter fim.

Em ritmo acelerado
Nossos corpos entram em fusão
Forte, descompensado
Segue a batida do coração.

Nossos corpos suados
Trocam momentos de prazer
Já sem forças, cansados
Começam a arrefecer.

Essa tarde não foi esquecida
Apesar da minha longa idade
Foi uma experiência vivida
Guardada para a eternidade. 

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